terça-feira, 5 de abril de 2011

O dilema entre a medicação e o auto-enfrentamento para curar a ansiedade

Autor: Harriet Lerner
Assunto: Tratamento para ansiedade

Existe muita polêmica tanto entre pacientes, quanto entre médicos, terapeutas e cientistas sobre qual a melhor forma de tratar a ansiedade.

Há um consenso de que os remédios fazem o paciente se sentir melhor, o que pode passar a impressão de que o problema foi solucionado, mas será que foi mesmo?

Como já foi discutido neste site por outros autores, os distúrbios emocionais nascem nas idéias, na cabeça do paciente. Sim, em alguns casos temos alterações bioquímicas, algumas causadas por outros medicamentos, outras por alterações hormonais, problemas de tireóide ou até mesmo condições genéticas. Esse site, no entanto, trata de ansiedade, não de outros distúrbios como depressão, bipolar, pânico, entre outros e não dá pra colocar tudo dentro do mesmo saco! Outros distúrbios podem sim ser causados biologicamente e precisam de medicação, a ansiedade em si não. Por quê? Primeiro precisamos definir ansiedade! Ansiedade é uma dificuldade de lidar com as próprias expectativas pessoais e expectativas são matéria de ponto de vista e opinião pessoal, não de variações bioquímicas! A ansiedade é uma questão puramente da cabeça da pessoa.

O caso que discutimos aqui é a ansiedade normal, em níveis administráveis, que a maioria de nós sente por pura dificuldade em lidar com o tempo ou as emoções. É essa ansiedade normal que faz com que percamos tempo demais nos preocupando com coisas que ainda estão para acontecer ou não consigamos nos concentrar nas tarefas do dia-a-dia porque a mente está apreensiva ou excitada demais com o que está por vir.

Um grande problema da psicologia e da psiquiatria moderna é que esses casos leves estão começando a ser medicados e aí sim, temos um grande erro! Mais uma vez não estamos falando em depressão, pessoas que estão à beira do suicídio ou qualquer tipo de caso clínico ou grave.

É um problema sério quando o indivíduo que não sofre de maiores problemas entra no consultório psiquiátrico e reclama de um pouquinho de desânimo e desmotivação e sai com uma prescrição de Prozac!

Essa mentalidade que está tomando conta dos consultórios é extremamente nociva para o paciente que coloca confiança e credibilidade em cima da figura do médico ou psicólogo e passa a acreditar que “tem um problema” pois foi “diagnosticado” por um profissional competente com tal e tal distúrbio quando na realidade a pessoa não tem é nada!

Essa postura leva o paciente a acreditar que só o remédio vai curá-lo e que ele então é impotente e nada pode fazer. O que esse paciente não compreende é que os medicamentos para ansiedade, destinados apenas para casos graves, não têm o objetivo de “curar” já que a ciência ainda não encontrou cura para as mais variadas condições psicológicas – não existe cura para depressão, bipolar ou mesmo ansiedade, pelo menos não através de medicação! O que os remédios fazem é mascarar os sintomas para que a pessoa possa viver sua vida normalmente. Em casos graves, essa é a única solução. O paciente menos sofisticado, no entanto, não sabe disso e coloca todas as suas esperanças em cima do remédio, achando que vai curar-se.

Todo medicamento nessa categoria, contudo, perde muito do seu efeito com o passar do tempo e o paciente fica sem saída. Ele foi “treinado” para acreditar que o remédio iria curá-lo, mas além de não fazer efeito nenhum nesse sentido, passa agora a nem sequer mascarar os sintomas como antes. Alguns pacientes começam a subir na escala de medicação, passando para produtos cada vez mais fortes, pois dois fatores agora contam negativamente: esse tipo de medicação gera dependência e a pessoa que experimentou a ausência de sintomas no início confunde essa sensação com “cura” e continua buscando algo que a faça se sentir como no início do tratamento.

O fato é que a maioria dos distúrbios leves (não bioquímicos e não clínicos) pode ser tratada com terapia ou mesmo pelo próprio paciente refletindo sobre os motivos que geram o desequilíbrio emocional. Como a própria ansiedade nasce “nas idéias”, ao invés de mascarar os sintomas se medicando, a pessoa deve procurar enfrentar a si mesma e resolver os problemas internos que geram as sensações negativas.

Eu parto do princípio (e mais uma vez reitero que só para os casos leves!) de que se os medicamentos não têm o objetivo de curar, mas apenas de mascarar, por que é que a pessoa vai preferir tapar o sol com a peneira ao invés de resolver o problema? Aí é que entra o maior de todos os problemas do ser humano: a covardia para olhar para dentro de si mesmo e se auto-enfrentar. Infelizmente essa postura covarde é reforçada pela própria comunidade científica que parte do princípio de que a mente é gerada biologicamente e que, assim sendo, todos os distúrbios emocionais são uma questão biológica, logo, tratáveis somente com medicação.

Se você luta com um pouquinho de ansiedade, desânimo, desmotivação, nada que justificaria correr para um psiquiatra e pegar uma prescrição para um medicamento de tarja preta, procure ser mais pró-ativo ao lidar com sua própria realidade íntima. Se você sente desânimo, existe um motivo, qual é? Se você vive apreensivo com relação a coisas que estão por vir, isso é algo que você mesmo cria devido à sua incapacidade de lidar com tempo. Por quê? Essas questões têm resposta e as respostas só mesmo você pode saber! Como pode um remédio consertar um problema de opinião sua? Não pode, evidentemente! A ansiedade acima de tudo é um “problema de opinião”, ou seja, você quer que as coisas aconteçam de determinada forma e fica preocupado com a possibilidade de que elas aconteçam de outra! Remédio nenhum conserta a sua opinião ou o seu ponto de vista, conserta?

Agora, essa “opinião” ou esse “ponto de vista” existem por um motivo e você pode não estar intimamente disposto a encará-lo! É aí que entra a covardia de não ter coragem de resolver um problema da forma correta e então correr para um fonte de auto-engano. É como ficar tomando remédio para dor quando se tem um dente careado. Não tem jeito, o remédio faz a dor desaparecer, mas nunca, jamais vai consertar o dente careado, mesmo que durante seu efeito, você tenha a sensação de que seu dente “foi curado”!

http://ansiedadetemcura.com.br


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Não Deu Certo e Agora?

Reforma Ortografica - Recebido por email desconheço o autor

Nos nossos sete, oito e nove anos tínhamos que fazer aqueles malditos ditados que as professoras se orgulhavam de leccionar. A partir do terceiro erro de cada texto, tínhamos que corrigir 20 e 30 vezes cada erro e que aquecer as mãos para as dar à palmatória. E levávamos reguadas com erros destes: "ação", "ator", "fato" ("facto"), "tato" ("tacto"), "fatura", " reação", etc, etc...

Mas, afinal de onde vem a origem da nossa Língua? Do Latim!! E desta, derivam muitas outras línguas da Europa. Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do latim.

Então, vejam alguns exemplos:

Em Latim

Em Francês

Em Espanhol

Em Inglês

Até em Alemão, reparem:

Velho Português (o que desleixámos)

O novo Português (o importado do Brasil)

Actor

Acteur

Actor

Actor

Akteur

Actor

Ator

Factor

Facteur

Factor

Factor

Faktor

Factor

bFator

Tact

Tacto

Tact

Takt

Tacto

Tato

Reactor

Réacteur

Reactor

Reactor

Reaktor

Reactor

Reator

Sector

Secteur

Sector

Sector

Sektor

Sector

Setor

Protector

Protecteur

Protector

Protector

Protektor

Protector

Protetor

Selection

Seléction

Seleccion

Selection

Selecção

Seleção

Exacte

Exacta

Exact

Exacto

Exato

Except

Excepto

Exceto

Baptismus

Baptême

Baptism

Baptismo

Batismo

Exception

Excepción

Exception

Excepção

Exceção

Optimum

Óptimo

Ótimo

Conclusão: na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras destas línguas europeias mantiveram-se tal como se escrevia originalmente.

Mais um crime na Cultura Portuguesa e, desta vez, provocada pelos nossos intelectuais da Lingua de Camões.



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Sonho Impossivel

É Urgente Reeducar