segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O que é educação criativa na sala de aula?

Atendendo a pedidos de muitos professores interessados no assunto, estou tentando responder algumas dúvidas e perguntas mais frequentes.

1 – Os meus textos sobre Educação Criativa são o resultado de uma prática de 30 anos em escolas públicas, pesquisa na Austrália e muita leitura.

Durante 25 anos dei cursos para professores de todas as disciplinas e autoridades educacionais em 10 Estados do Brasil (e em Lisboa, Portugal), em cadeia feminina e em Clínica de Recuperação de Dependentes Físicos, testando a Educação Criativa com diferentes clientelas e obtendo resultados incríveis.

Nos meus textos estou sempre me dirigindo ao professor e não ao aluno. É o professor que precisa SENTIR a necessidade da mudança nas suas aulas, de Metodologia Tradicional para Metodologia Criativa, para melhorar a educação no Brasil. O importante é ter a coragem de começar.

2 – As técnicas criativas são sugestões para o professor recriar para qualquer disciplina, conteúdo e faixa etária, lembrando sempre das diferenças individuais. Por isso, as propostas têm de ser abertas e quanto mais heterogêneo for o grupo de alunos, mais ricas serão as respostas. O meu objetivo é fortalecer e encorajar o professor e o objetivo do professor é motivar o “aluno geração Internet do século XXI” para que se interesse pelas aulas e colabore com o seu próprio desenvolvimento. Como lidar com essa geração? Acredito que a resposta seja mudar para Metodologia Criativa na sala de aula.

3 - Em Educação Criativa não estou impondo regras ou modelos porque isso é Educação Tradicional. Meus textos de aulas criativas são apenas um apoio para o professor refletir, mudar tudo o que puder ou o que for necessário e aguardar o sucesso do resultado, que não será um produto final “bonito”, mas, sim, a beleza do processo criativo apaixonante em que o aluno interage com os colegas e o professor, sentindo-se respeitado.

4 - No início é sempre um pouco difícil mudar, mas logo os alunos percebem os objetivos da aula sendo vivenciados, a atividade lúdica que o professor deu para motivá-lo a buscar o conhecimento. Então, eles acabam “mergulhando de cabeça” em todas as aulas.

5 - Para começar, o professor precisa escolher apenas uma sugestão de atividade criativa (do texto abaixo) e dar a proposta, deixando o aluno trabalhar (em apenas alguns minutos, sem a interferência do professor). Depois, os alunos apresentam o resultado para os colegas. No final da aula, eles levantam e comentam os objetivos que foram atingidos. Então, com a turma motivada pelo conteúdo da aula, o professor solicita uma RECRIAÇÃO da atividade para outros conteúdos da sua disciplina. Todos aprendem na Educação Criativa, tanto os alunos como o professor e os pais (que percebem que seus filhos mudaram para melhor).

6 – Se o professor tiver várias turmas, o crescimento dele será maior porque cada turma responde de maneiras diferentes.

7 – Como a mesma proposta pode ser dada para diferentes faixas etárias e diferentes disciplinas, a diferença vai estar na realização das atividades, nas reflexões e conclusões dos alunos. Em Educação Criativa, professores e alunos vivenciam as diferenças individuais e descobrem que essas diferenças significam riqueza e não pobreza ou dificuldade.

8 – O “aluno geração Internet do século XXI” não aceita mais aquele tipo de aula em que o professor fala durante 50 minutos, valorizando apenas o conteúdo que se torna “decoreba”, para o aluno ganhar notas, sem aprender nada. Nem aceita mais o professor escrever o conteúdo na lousa ou “ditar o ponto” para o aluno escrever no caderno nem trabalho em sub-grupo que tome a aula inteira e não se aprende nada.

Acabou o tempo do professor que sabe tudo e do aluno que não sabe nada. O importante na Educação Criativa é o professor dar propostas criativas para o aluno perder o medo de falar, defender suas opiniões, escrever, dialogar, ouvir sem interromper o colega que está falando, pensar a respeito do que ouviu, pesquisar e anotar, ler e entender o que leu, interagir com os colegas e o professor, cantar, dançar, desenhar, teatralizar.

9 - O professor precisa estar muito atento a um problema sério das escolas brasileiras: o que ele está fazendo na sala de aula é educação, decoreba ou matança de aula? O aluno sabe analisar o trabalho do professor. Será que o aluno está feliz com esse tipo de aula? Há escolas e professores excelentes, mas há muitos professores que precisam melhorar para que os alunos melhorem e esperamos que o governo reconheça isso.

10 – A Educação no Brasil é Tradicional e precisa mudar com urgência porque as pesquisas internacionais mostram que é uma das piores do mundo. Quem é responsável por essa situação?
a) os alunos, que não sabem o que é Educação?
b) os professores, que não sabem o que é Educação?
c) os governantes, que não sabem o que é Educação?
d) os pais, que não sabem o que é Educação?
e) ou todos nós que não estamos interessados em saber... o que é Educação?

Você, professor, já percebeu que um joga a culpa no outro e ninguém quer mudar? Em Educação Criativa nós temos que MUDAR SEMPRE porque, sem mudança, não há educação nem vida.

11 - As três características da Criatividade são originalidade, flexibilidade e fluência. O que quer dizer isso? Vamos inventar uma definição? Em Educação Criativa nós podemos criar um significado bem simples para qualquer coisa e depois, se sentirmos necessidade, podemos mudar de opinião e mudar a definição.

ORIGINALIDADE quer dizer que cada um é único e que pode pôr para fora e sem medo a beleza do seu interior;
FLEXIBILIDADE é a capacidade de mudar. É o jogo de cintura que o brasileiro tem. Uma pedra é uma pedra, mas pode ser mil outras coisas;
FLUÊNCIA quer dizer que podemos ter milhões de ideias, de atitudes, de sentimentos e que podemos mudá-los a qualquer momento.

12 - A Educação Tradicional trabalha apenas com o intelecto do aluno e a Educação Criativa trabalha com três personagens que cada aluno tem dentro de si:O GIGANTE que pode tudo e pode fazer maravilhas, mas ele está sufocado dentro de cada um, com medo de sair. A Educação precisa libertá-lo.

A CRIANÇA que quer ser feliz em qualquer faixa etária, em toda sua vida, mas está sufocada e tem medo de sair, de se expressar.

O FILÓSOFO que é capaz de pensar, analisar, selecionar o que é melhor para ele e para os outros, para sua escola, família, bairro, comunidade... Mas ele está sufocado e também com medo de sair para mostrar a riqueza de seus pensamentos e ideias que podem melhorar sua vida e o mundo.

13 - A Educação Criativa é muito motivadora porque trabalha com comunicação através de cinco expressões: oral, escrita, musical, corporal e plástica. Isso quer dizer que o aluno geração Internet do século XXI é aquele que não tem medo de falar, escrever, cantar, dançar, desenhar e teatralizar (no teatro entram as cinco expressões). Ele sabe que o produto final “bonito” e o conhecimento de conteúdos das várias disciplinas, não são os objetivos da Educação Criativa, mas pode ser uma maravilhosa consequência. Ninguém segura um aluno motivado.

Texto de Glorinha Aguiar

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Não Deu Certo e Agora?

Reforma Ortografica - Recebido por email desconheço o autor

Nos nossos sete, oito e nove anos tínhamos que fazer aqueles malditos ditados que as professoras se orgulhavam de leccionar. A partir do terceiro erro de cada texto, tínhamos que corrigir 20 e 30 vezes cada erro e que aquecer as mãos para as dar à palmatória. E levávamos reguadas com erros destes: "ação", "ator", "fato" ("facto"), "tato" ("tacto"), "fatura", " reação", etc, etc...

Mas, afinal de onde vem a origem da nossa Língua? Do Latim!! E desta, derivam muitas outras línguas da Europa. Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do latim.

Então, vejam alguns exemplos:

Em Latim

Em Francês

Em Espanhol

Em Inglês

Até em Alemão, reparem:

Velho Português (o que desleixámos)

O novo Português (o importado do Brasil)

Actor

Acteur

Actor

Actor

Akteur

Actor

Ator

Factor

Facteur

Factor

Factor

Faktor

Factor

bFator

Tact

Tacto

Tact

Takt

Tacto

Tato

Reactor

Réacteur

Reactor

Reactor

Reaktor

Reactor

Reator

Sector

Secteur

Sector

Sector

Sektor

Sector

Setor

Protector

Protecteur

Protector

Protector

Protektor

Protector

Protetor

Selection

Seléction

Seleccion

Selection

Selecção

Seleção

Exacte

Exacta

Exact

Exacto

Exato

Except

Excepto

Exceto

Baptismus

Baptême

Baptism

Baptismo

Batismo

Exception

Excepción

Exception

Excepção

Exceção

Optimum

Óptimo

Ótimo

Conclusão: na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras destas línguas europeias mantiveram-se tal como se escrevia originalmente.

Mais um crime na Cultura Portuguesa e, desta vez, provocada pelos nossos intelectuais da Lingua de Camões.



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