segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Projetos em Sala de Aula

Direcionamento do professor doutor Celso Vallin, para a discussão sobre aplicação de projetos em sala de aula.


Seus projetos devem mesmo terem sido bons para aos alunos.Quando a disciplina é Português, entendo que os estudantes podem estudar qualquer tema, desde que leiam e escrevam, pois estarão praticando a língua... Você não quer nos contar um pouco mais sobre a avaliação? Tem a avaliação formal, que muitas vezes nem acontece, mas tem também a avaliação subjetiva. Entendo que sempre ficamos observando e nos perguntando:

Será que estão aprendendo?

O que percebo que estão aprendendo?

Conte-nos um pouco sobre as duas.

Você tinha algum instrumento de avaliação?

Tinha algum momento coletivo ou particular de avaliação?

Veja... Não estou falando de nota. Estou querendo saber sobre as aprendizagens e como você as olhava e as descobria. Conte-nos um pouco. Aproveite para refletir sobre oque poderia ter feito, mesmo que não tenha feito. Abração! Celso



Ensinar a língua materna, certamente é gratificante e enriquecedor, pois possibilita um trabalho de forma interdisciplinar (quando supera a fragmentação do conhecimento, e estabelece uma relação com a realidade do aluno fazendo um elo de comunicação do que se aprende com outras disciplinas) Neste aspecto de construção do conhecimento do aluno através da pesquisa, contava com a participação da professora parceira de história e geografia, que os desafiava a participar e explorar os diversos campos que pudessem contribuir com a construção coletiva do grupo, que considero de suma importância. Quanto mais professores envolvidos melhor o resultado.Enquanto construíam a pesquisa, desenvolviam os relatos por escritto.

A avaliação era feita continuamente de forma globalizada. A partir do lançamento do projeto, como orientadora observava os seguintes aspectos:

Formação do grupo, escolha do tema, e resolução de conflitos na discussão entre os membros. Será que todos querem este tema? Como será feito a pesquisa? Onde será feito? Quais serão as atribuições de cada um? Quem além do grupo será envolvido? Haverá custos? Em havendo custos, há verbas disponibilizadas pelos alunos? Que verbas( dos pais, patrocínios...)?

Desenvolvimento do trabalho de pesquisa - Entre a pesquisa e a apresentação do trabalho, era estabelecido um tempo em torno de 30 dias. Durante as aulas disponibilizávamos um momento para que os alunos relatassem quais as etapas vencidas, e quais as necessidades que apresentavam (dificuldades, conflitos, descobertas, o que já haviam construído, e na construção uma rápida revisão de qualidade no conteúdo e na escrita, observando as normas da língua. Observava também a sincronia do grupo, havendo reclamações de participantes que não contribuíam com a construção do trabalho, conversávamos tentando motivá-los, despertando interesse nos mesmos, a partir da conscientização da importância de todos estarem engajados na proposta. (É claro que nem sempre esta conversa surtia efeito pois em todo lugar e também na sala de aula o ser humano apresenta controvérsias, conflitos tais como esse tema não era bem o que eu queria) SERIA UTÓPICO DEMAIS DIZER QUE NÃO ENFRENTAVA PROBLEMAS, ESTES EXISTIAM SIM, TODAVIA NADA QUE NÃO FOSSE PASSIVEL DE RESOLUÇÃO.



Momento de apresentação da pesquisa - Era o momento de verificar na prática os resultados. Para cada grupo disponibilizava dois períodos de aula, onde os mesmo apresentavam o que haviam descoberto, primeiro o conteúdo com amostragem de imagens ou elementos que fizessem parte da pesquisa, posteriormente partíamos para questionamentos onde a turma tirava as dúvidas. Momento crucial onde percebe-se quem realmente se envolveu na pesquisa.



Uma conspeção minha do pensar sobre a construção da aprendizagem

Quando eu participo da construção, estou envolvida na pesquisa, e visualizo na prática aquilo que busco aprender, não preciso decorar, mas entender o contexto de que estou falando. Isso me da autoridade e conhecimento para discutir, debater e fundamentar o tema. Quando este crescimento, ocorre é perceptível na visão do aluno o que ele foi capaz de construir ao longo da pesquisa.



O momento das perguntas era interessante pois não precisava um colega delatar o outro. O envolvimento era percebido a medida que o grupo era desafiado a responder as dúvidas existentes. Era neste momento que os alunos que não tiveram participação ativa deixavam transparecer a falta de compromisso com o grupo. Para alguns, ficava a lição de que no próximo deveriam doar-se mais, para outros simplesmente, a indiferença.Momento de avaliação participativa - em seguida a todas as apresentações fazíamos uma auto-avaliação onde haviam alguns itens que considerava importante como: participação no grupocontribuição do tema para a turmadomínio de conteúdocriatividade na apresentaçãoentre outros....

Sobre o que eu poderia ter feito e não fiz ?????É difícil responder pois são tantas coisas que deixamos para traz e que considero importantes, mas o tempo passa depressa e quando nos damos conta mais um ano letivo terminou e muitas oportunidades se perderam no espaço, contudo não me prendo muito ao que não fiz, mas reflito sobre o que fiz e se o resultado foi bom. O resultados sempre aparece quando encontramos nossos alunos um tempo depois e nos dizem “lembra prof daquele trabalho que fizemos?” Recordo ainda que passados alguns anos uma ex- aluna já na graduação procurou-me para saber onde estava seu trabalho, pois gostaria de usá-lo como pesquisa. Todos os trabalhos ficavam na biblioteca como fonte de pesquisa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Não Deu Certo e Agora?

Reforma Ortografica - Recebido por email desconheço o autor

Nos nossos sete, oito e nove anos tínhamos que fazer aqueles malditos ditados que as professoras se orgulhavam de leccionar. A partir do terceiro erro de cada texto, tínhamos que corrigir 20 e 30 vezes cada erro e que aquecer as mãos para as dar à palmatória. E levávamos reguadas com erros destes: "ação", "ator", "fato" ("facto"), "tato" ("tacto"), "fatura", " reação", etc, etc...

Mas, afinal de onde vem a origem da nossa Língua? Do Latim!! E desta, derivam muitas outras línguas da Europa. Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do latim.

Então, vejam alguns exemplos:

Em Latim

Em Francês

Em Espanhol

Em Inglês

Até em Alemão, reparem:

Velho Português (o que desleixámos)

O novo Português (o importado do Brasil)

Actor

Acteur

Actor

Actor

Akteur

Actor

Ator

Factor

Facteur

Factor

Factor

Faktor

Factor

bFator

Tact

Tacto

Tact

Takt

Tacto

Tato

Reactor

Réacteur

Reactor

Reactor

Reaktor

Reactor

Reator

Sector

Secteur

Sector

Sector

Sektor

Sector

Setor

Protector

Protecteur

Protector

Protector

Protektor

Protector

Protetor

Selection

Seléction

Seleccion

Selection

Selecção

Seleção

Exacte

Exacta

Exact

Exacto

Exato

Except

Excepto

Exceto

Baptismus

Baptême

Baptism

Baptismo

Batismo

Exception

Excepción

Exception

Excepção

Exceção

Optimum

Óptimo

Ótimo

Conclusão: na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras destas línguas europeias mantiveram-se tal como se escrevia originalmente.

Mais um crime na Cultura Portuguesa e, desta vez, provocada pelos nossos intelectuais da Lingua de Camões.



Natal todo dia- Roupa nova - Edição Lorena Lisboa

Sonho Impossivel

É Urgente Reeducar