quinta-feira, 13 de junho de 2013

Todos Pela Educação

Um olhar voltado para a educação de qualidade está no querer de cada membro que faz parte da comunidade escolar, bem como na vontade politica de se fazer uma educação voltada para o desenvolvimento integral do educando.


Segundo Cláudio de Moura castro a qualidade da educação não é valorizada pela sociedade, melhorá-la não traz nenhum prêmio político, frisa que só acontecerá uma revolução na educação com a colaboração de empresários que incentivem os políticos a investir na educação

O empresário deverá transmitir aos políticos locais três mensagens:
1) A única prioridade é melhorar a qualidade da educação inicial;
2) Escola é como empresa; se não buscar a eficiência com método e competência, ela não virá;
3) A política deverá ser banida da escola, pois é inaceitável. Se os empresários repetirem isso e cobrarem resultados com energia, farão uma revolução na educação dos seus municípios - e a custo praticamente zero.

O presidente-executivo do Todos Pela Educação fala sobre qualidade da Educação, piso salarial e as metas para 2020


Foto: Lu Scuarcialupi


Presidente executivo do Todos Pela Educação, Mozart Neves Ramos foi reitor da Universidade Federal do Pernambuco por oito anos e Secretário de Educação de Pernambuco. É membro do Conselho Nacional de Educação – CNE e Quando estava na universidade, gostava muito de Bertrand Russell, era fascinado por Filosofia da Ciência. Depois veio a paixão por Dostoiévski. Mozart Neves Ramos não titubeia ao afirmar que tanto um quanto o outro foram decisivos na sua formação. Mozart não está se referindo, apenas a sua formação acadêmica como engenheiro químico, mas principalmente ao que chama de formação cidadã. Nascido no Recife antigo ele se considera um privilegiado pelas oportunidades que teve. Ter estudado no Colégio São Bento, em Olinda, que abrigou a primeira faculdade de Direito do Brasil, está entre elas. Mas não é do tipo que agradece e muda de assunto. Educação é sua paixão e sua causa. Aos 48 anos, Pós-doutor pelo Instituto Politécnico de Milão, foi reitor da Universidade Federal do Pernambuco por oito anos e Secretário de Educação de Pernambuco. É membro do Conselho Nacional de Educação - CNE; professor da graduação, orientador de iniciação científica, de mestrado e de doutorado na área de química computacional da mesma Universidade que também o formou. Soma mais de uma centena de artigos publicados em revistas científicas internacionais. Recém-chegado a São Paulo e prestes a voltar para o Recife, como acontece todas as semanas, Mozart me recebeu na sede do Todos Pela Educação, instituição da qual é presidente. Esperei por cerca de 10 minutos. O motivo? Mozart estava conversando com alunos que queriam se envolver com os projetos do Todos Pela Educação. Depois disso, conversamos por quase 4 horas sobre educação brasileira.

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. O que Educação significa para o senhor?    
Mozart Neves Ramos: Mudança. Significa a possibilidade de transformar o Brasil em um país melhor. Estudei no colégio São Bento de Olinda, tive toda uma formação beneditina. A educação básica foi muito importante para moldar minha atitude cidadã. Grande parte da paixão que tenho pela Educação é a certeza de que a oportunidade que tive não pode terminar em mim. A sociedade brasileira está enfrentando problemas estruturais específicos que têm uma base comum que é a Educação. Se oferecermos uma Educação de qualidade para nossas crianças e nossos jovens, começaremos a mudar o país. Se não fizermos esse dever de casa agora, vamos sacrificar mais uma geração. Não é uma questão de quatro anos, é uma geração inteira. Hoje apenas uma pequena parte da sociedade tem direito à Educação que deveria ser de todos. Essa minha paixão pela Educação passa por essa compreensão de que esse é um grande desafio que vai desde a Educação básica até o ensino superior, mestrado, doutorado. É o desafio de formar gente, porque gente qualificada é que faz a diferença. Gente com formação cidadã é o que faz diferença em um país.
Foto: Lu Scuarcialupi

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. O que Educação significa para o senhor?    
2. Qual o problema da educação no Brasil?    
3. Porque o senhor escolheu ser químico?    
4. Com uma vida tão atribulada, projetos como o Todos pela Educação, indo e vindo de Recife para São Paulo, porque ainda dar aulas e orientar alunos?    
5. O senhor acredita em um sistema de avaliação?    
6. O senhor foi reitor da universidade que o formou. Isso o influenciou?    
7. Qual o contexto e a situação da Universidade Federal de Pernambuco quando o senhor assumiu a reitoria em 1996?    
8. Como o pós-doutorado em Milão o ajudou quando retornou ao Brasil?    
9. Qual era a situação da Educação no estado de Pernambuco quando o senhor assumiu a secretaria?    
10. Qual foi sua prioridade no Pernambuco?    
11. Qual a proposta e o formato de ensino dos Centros de Ensino Experimentais?    
13. Como podemos enfrentar o problema da formação inicial e continuada de professores?    
14. Como podemos enfrentar o problema da formação inicial e continuada de professores?    
15. Como acelerar o processo de qualificação da Educação?    
16. Como nasceu a idéia do Todos Pela Educação?
Mozart Neves Ramos: A sustentabilidade de um país só ocorre quando se tem uma Educação de qualidade para todos. E isso está muito longe de acontecer no Brasil. O Todos Pela Educação surgiu com a percepção de que usando conteúdos novos, comunicação, articulação com os poderes, podemos mudar o País, sensibilizar as pessoas pela causa da Educação. Colocamos cinco metas para a Educação, com ano definido para a serem alcançadas. Cada estado sabe qual é o esforço que vai ter que fazer. O Todos Pela Educação é um programa que tem como objetivo mobilizar a sociedade pela causa da Educação, tendo clareza de aonde queremos chegar e como vamos fazer isso. Por que 2022? Em 2022, o Brasil completará 200 anos de sua independência, mas a verdadeira independência, na compreensão no grupo que deu origem a esse movimento, passa por uma educação de qualidade para todos os brasileiros.
17. Quais são as metas do Todos pela Educação?   

Nossas cinco metas são bastante ousadas, mas quem não ousa não muda (risos). A ousadia deve ser parte do processo de inovação. 
Acesso é a primeira meta. Toda criança e jovem na idade escolar tem que estar na escola. Não se pode entrar no século 21 com criança e jovem sem estudar. 
Segunda meta: fechar a torneira do analfabetismo. Toda criança, pelo menos até os 8 anos - quando completa o primeiro ciclo do alfabeto - já tem que estar lendo e escrevendo. É a meta que é fundamental para as outras três vinculadas ao aluno.
 A meta três é de que cada aluno aprenda o que é devido à sua série, acabar com essa história de o aluno passar sem saber. Quem não aprendeu a fazer uma raiz quadrada não saberá fazer uma equação de segundo grau. Se você não cuida na base, aborta no topo. Nós optamos por um currículo mínimo, não máximo, para que no mínimo cada aluno, efetivamente, possa aprender o que é devido à sua série.
 Dê oportunidade ao jovem, o motive a estudar, que ele vai estudar. E estudando incentivado atingiremos a quarta meta: todo jovem até os 19 anos terá terminado o Ensino Médio. 
Mas nada disso será possível sem a quinta meta que é termos investimento em Educação ampliado e bem gerido.
 
18. Como o senhor recebeu o convite em 2006, para ser membro titular do Conselho Nacional de Educação - CNE?    
19. Como que nasceu a idéia de escrever o livro Educação Sustentável - publicado em 2006 pela editora Atlanta?    
20. Qual é o sonho do senhor para a Educação do Brasil?   




Não Deu Certo e Agora?

Reforma Ortografica - Recebido por email desconheço o autor

Nos nossos sete, oito e nove anos tínhamos que fazer aqueles malditos ditados que as professoras se orgulhavam de leccionar. A partir do terceiro erro de cada texto, tínhamos que corrigir 20 e 30 vezes cada erro e que aquecer as mãos para as dar à palmatória. E levávamos reguadas com erros destes: "ação", "ator", "fato" ("facto"), "tato" ("tacto"), "fatura", " reação", etc, etc...

Mas, afinal de onde vem a origem da nossa Língua? Do Latim!! E desta, derivam muitas outras línguas da Europa. Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do latim.

Então, vejam alguns exemplos:

Em Latim

Em Francês

Em Espanhol

Em Inglês

Até em Alemão, reparem:

Velho Português (o que desleixámos)

O novo Português (o importado do Brasil)

Actor

Acteur

Actor

Actor

Akteur

Actor

Ator

Factor

Facteur

Factor

Factor

Faktor

Factor

bFator

Tact

Tacto

Tact

Takt

Tacto

Tato

Reactor

Réacteur

Reactor

Reactor

Reaktor

Reactor

Reator

Sector

Secteur

Sector

Sector

Sektor

Sector

Setor

Protector

Protecteur

Protector

Protector

Protektor

Protector

Protetor

Selection

Seléction

Seleccion

Selection

Selecção

Seleção

Exacte

Exacta

Exact

Exacto

Exato

Except

Excepto

Exceto

Baptismus

Baptême

Baptism

Baptismo

Batismo

Exception

Excepción

Exception

Excepção

Exceção

Optimum

Óptimo

Ótimo

Conclusão: na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras destas línguas europeias mantiveram-se tal como se escrevia originalmente.

Mais um crime na Cultura Portuguesa e, desta vez, provocada pelos nossos intelectuais da Lingua de Camões.



Natal todo dia- Roupa nova - Edição Lorena Lisboa

Sonho Impossivel

É Urgente Reeducar